quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma Nova Fase em Curitiba


Lei de Incentivo Cultural aumenta a freqüência e qualidade das produções locais

Apaixonado por cinema, Beto Carminatti trabalha em novos projetos curitibanos. Atualmente, está dirigindo o documentário “Profissão Insônia” e o filme “O Filme Vencido”, além de participar dos projetos “Cor Morant”, “Um Olhar para a Escuridão” e “Amor em Tempo de Guerra” (que estreia ainda esse ano na RPC).

Nascido em Santa Catarina, mudou-se para Curitiba em 1974 e participou de oficinas de cinema na Cinemateca da cidade. Perguntado sobre Valêncio Xavier e suas influências, Beto diz que é necessário analisar bem a situação. Segundo o diretor, mesmo que ele não tivesse conhecido Valêncio pessoalmente, ainda realizaria trabalhos similares com o do colega. “A influência é uma semelhança consciente nas produções. Quando é inconsciente, é identificação”. Ele ainda afirma que gosta das características utilizadas por Sérgio Leone e sua maneira de tratar tempo e espaço narrativo.

Sobre seus trabalhos, Beto conta que o cenário atual favorece as produções. “Nunca estive tão acelerado. A lei de incentivo cultural aqui de Curitiba veio junto com as novas tecnologias”. O diretor afirma que antes da lei, as dificuldades eram muito maiores. “Além do aspecto dos recursos financeiros, a lei de incentivo cultural facilitou muito o acesso às tecnologias. Antes eu fazia filmes com VHS, câmera de mão mesmo. Hoje, com bons equipamentos e uma regularidade maior, podemos aprimorar as produções”. 

Beto explica a melhoria para produtores após a Lei de Incentivo Cultural

A mudança da água para o vinho no cinema curitibano contribuiu com o conjunto de recursos técnicos e modificou o perfil sócio/econômico e coletivo dos admiradores da 7ª arte. “O movimento interno, a pulsação da criação sempre existiu. Faltava incentivo e condições adequadas para desenvolver os projetos”.

Apesar de trabalhar em alguns ramos da TV, Beto reafirma seu amor pelo cinema. “Gosto da televisão. Não morro de amores, mas não tenho nada contra. Para mim, o cinema é catedral, a TV é aquela capelinha das cidades pequenas”, brinca. O cineasta afirma também que novos insights surgem constantemente para a realização de novas produções. “É impossível eu passar um dia sequer sem ter alguma ideia para o cinema de Curitiba”, conclui. 

Texto: Ricardo Paraná
Edição: Ricardo Paraná
Imagem: Divulgação

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