Marcelo Coelho, membro do conselho da Folha, em seu livro “Crítica Cultural”, pôde dividir a discussão cultural de quatro principais formas, cronológicas, aliás. Primeiro, os debates das vanguardas (o que diferencia uma vanguarda da outra, do livro, “a definição reveste-se de mais importância do que a obra”). Segundo, a questão das culturas de massa (o que faz de uma peça cultural ser excepcional ou comum). Por terceiro o nacionalismo (surgiu entre as décadas de 60 e 70, período de introspecção de movimentos artísticos no Brasil, sobretudo do cinema). E por último o pós-modernismo, e é desse último que partiremos.
O canal "Nem Fudendo" da rede online Youtube é um exemplo da modernização da crítica de cinema
Falando simplesmente de arte, o pós-modernismo veio para “virar do avesso” todas as etapas anteriores. No que diz respeito à vanguarda, o pós-modernismo o tornou hibrido, em termos práticos fez-se extinguir conceitos básicos de cultura de massa, afinal, tudo está no mesmo lugar, com o mesmo acesso, e por fim trocou a cultura nacionalista por uma cibercultura (mais trágico Coelho diz em seu livro que “a afirmação de uma cultura brasileira autêntica provavelmente se tornou irrealizável hoje em dia”). No que se trata de cinema, a era pós-moderna conseguiu modificar um pouco da “experiência cinematográfica”. Não podemos considerar qualidades técnicas quando sabemos que um considerável público assiste filmes fora do cinema.
A respeito da crítica, a internet deu espaço para que não pudesse ter lugar em canais de mídia comuns, e deu mais espaço para que já tivesse lugar na mídia. Retomando Marcelo Coelho, um aspecto importante é o reforço e ao mesmo tempo uma fuga do que o autor chama de “controle de qualidade numa indústria”, pois enquanto tem espaço para “reclamar” tem-se espaço para “justificar” um filme. Por isso, trazemos alguns exemplos de “críticos” na internet.
Nem fudendo Veja aqui
Bruno Peixoto é graduado em Cinema e Vídeo, tem trabalhos de roteirista, diretor e editor em produções brasileiras e em outros países. Sua resenha parte do que muitos estudiosos de cinema colocam como primeiro ponto de virada numa linha narrativa, quando o filme de fato se justifica.
Fred Burle no Cinema
Fred Burle é produtor e crítico de cinema, entrou para a Academia de Cinema Alemã, em Berlim. Produtor de 5 curtas-metragens e 1 documentário longa-metragem.
Veja Cinema (Isabela Boscov)
Isabela Boscov é jornalista especialista em crítica cinematográfica.
“Invictus”Veja aqui
“Onde os fracos não têm vez” Veja aqui
Texto: Camila Olenik
Edição: Talitha Maximo
Imagem: Divulgação

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